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10 mulheres fundamentais na história da tecnologia

Lugar de mulher é onde ela quiser, podendo ser, inclusive, na tecnologia e computação. Seja programando, desenvolvendo softwares ou gerando inovações, as mulheres sempre estiveram na área de tecnologia, mesmo que as vezes não sejam reconhecidas por seus feitos ou sejam ofuscadas pelos homens. Elas podem até ser pouco lembradas, mas jamais esquecidas.

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Em meio a um grande esforço para trazer inclusão e representatividade feminina ao Vale do Silício, tradicionalmente um “Clube do Bolinha”, voltamos os olhos para o passado. E, por incrível que pareça, em uma indústria que aparenta ser tao masculina, é difícil selecionar apenas dez mulheres fundamentais na tecnologia.

Confira as principais mulheres do passado, mas com grande influência no presente:

Ada Lovelace

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Quando se fala na historia da tecnologia, não há como não pensar em Ada Lovelace. Em 1843, Augusta Ada King, a Condessa de Lovelace, traduzia textos do matemático italiano Luigi Menabrea  sobre as ferramentas analíticas usadas pelo matemático inglês Charles Babbage. Esse trabalho resultou no primeiro algoritmo criado na história, muito antes da existência de máquinas para processá-lo.

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Única filha legítima de Anne Isabella Milbanke e do poeta Lord Byron, Ada Lovelace foi a precursora da ciência da computação, trabalhando numa metodologia de cálculo de uma sequência de números de Bernoulli (sequências com operações incrivelmente complexas).

O maior obstáculo de Lovelace, na época, é que ela não tinha o maquinário necessário para provar seus estudos. No entanto, seu algoritmo foi provado como correto anos depois de seu falecimento, quando chegaram os equipamentos necessários para verificar. Hoje, Ada Lovelace dá nome a um prêmio da Sociedade Britânica de Computação para trabalhos com que representem avanços nos sistemas de informação.

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“As garotas do ENIAC” – ENIAC girls

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Antes das linguagens de programação e sistemas computadorizados, os primeiros computadores eram dependentes das pessoas e de aparatos mecânicos para funcionarem. Foi aí que surgiram as “garotas do ENIAC”, seis mulheres que foram as primeiras “computors” da história da computação.

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Betty Snyder,  Marlyn Wescoff, Fran Bilas, Kay McNulty, Ruth Lichterman e Adele Goldstine trabalharam em um dos primeiros supercomputadores, na Escola de Engenharia Moore, responsáveis pela configuração do ENIAC, ou seja, passando as instruções para realização de cálculos. Ou seja, as garotas ENIAC lidavam com mais de três mil interruptores que ligavam um hardware de 80 toneladas, de forma manual.

Mais do que operar o maquinário, criaram muitos protocolos utilizados até hoje. Por exemplo, o primeiro manual do ENIAC, com instruções de uso e melhores práticas foi criado por Goldstine, enquanto ela e Jennings criaram os processos de “salvamento” de configurações e preferências.

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Snyder criou o primeiro sistema informatizado para o censo dos EUA, inventou o teclado numérico que facilitava a programação e foi uma das percursoras dos computadores na cor “gelo”, que ficaram comuns nos anos de 1990.

Irmã Mary Kenneth Keller

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A primeira mulher a receber um doutorado em ciências da computação, Keller se formou na Universidade Washington. Recebeu o diploma em 1965, mas desde 1958 já trabalhava com informática enquanto a indústria ainda estava nascendo.

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Sua contribuição foi importantíssima na criação da linguagem de programação BASIC, que nasceu com fins didáticos e foi utilizada por décadas, até ser substituída pela linguagem Pascal, mais arrojada e segura.

Ela sabia do potencial dos computadores como ferramenta educacional e aliado ao desenvolvimento humano, seja pelo acesso à informação ou como suporte na sala de aula. Sempre trabalhou na área do ensino, chegando a fundar um departamento de ciências da computação na Universidade Clarke, onde permaneceu até seu falecimento em 1985.

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Keller escreveu quatro livros sobre computação e programação, sendo  até hoje uma referência na area, e sendo uma inspiração para a inclusão das mulheres na informática. O Centro de Ciências da Computação da universidade onde atuou por 20 anos e uma bolsa de estudos na área levam o seu nome.

Jean Sammet

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Segunda mulher a obter um PhD em ciências da computação (três anos depois da Irmã Keller), Sammet criou uma das primeiras linguagens de computação existentes, FORMAC, usada no final dos anos 1960 pela IBM, para manipular fórmulas matemáticas e auxiliar em cálculos complexos.

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Antes de se tornar doutora tinha duas formações em matemática, uma pela Universidade de Illinois e pelo Mount Holyoke College. Com seus conhecimentos em informática, trabalhou durante 27 anos na IBM, empresa símbolo da computação em todo o mundo.

Sammet contribuiu na criação do COBOL e participou de atividades voltadas à inclusão das mulheres na tecnologia. Jean Sammet também foi presidente da ACM -Associação para Maquinaria de Computação, uma iniciativa para o uso da informática em projetos científicos e educacionais.

Grace Hopper

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Quando se pensa em pioneirismo na tecnologia, logo pensamos em Grace Hopper. Primeira mulher a se formar na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, com PhD em matemática, além de ser a primeira almirante da marinha americana. Na tecnologia, foi uma das criadoras da linguagem COBOL.

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Popularizou o termo “bug” para indicar falhas nos software e em uma história não confirmada, resolveu um problema no processamento dos dados ao tirar uma mariposa dentro de um computador, fazendo um “debugging” para resolver problemas de funcionamento.

Uma de suas principais frases ficou famosa entre mulheres lutando por representatividade na computação: “é mais fácil pedir perdão do que permissão”.

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Além do COBOL, Grace Hopper também criou outras linguagens de programação para o primeiro computador comercial fabricado nos EUA, UNIVAC.

Karen Sparck Jones

Mais uma mulher com influência até hoje, pelo seu trabalho focado em processamento de linguagem. Jones foi uma das criadoras do conceito de “inverso da frequência em documentos”, a base dos sistemas de busca e localização de conteúdo utilizados pelo Google e outras empresas.

Esse sistema de recuperação de informações minera muito rapidamente os dados num grupo de documentos. A busca é realizada pelos termos mais frequentes nos textos, cruzando-os com um sistema de filtragem e gerando a relevância em vários temas. É o que define se uma página trata da influência das mulheres na tecnologia ou se apenas cita as palavras “mulheres” e “tecnologia”, mas em outro contexto.

Os estudos de Jones foram feitos no laboratório de computação da Universidade de Cambridge, onde ela trabalhou por 30 anos, se aposentando em 2002.

Mesmo assim, continuou se dedicado a inclusão das mulheres no mundo da tecnologia até sua morte, em 2007.

Carol Shaw

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Primeira mulher a trabalhar na indústria dos jogos, sendo uma das funcionárias da Atari, onde ficou pouco tempo, sendo contratada pela Activision e participando do desenvolvimento de games como River Raid.

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Sendo “engenheira de software para microprocessadores”, trabalhava também nos sistemas do console, com apenas 128 bytes de memória RAM. Ainda assim criou o primeiro sistema de geração procedural de conteúdo, de forma que uma fase sempre era diferente da outra, pois os oponentes e objetos do cenário apareciam de forma randômica.

Também atou em games clássicos como 3D Tic Tac Toe, Super Breakout e Happy Trails.

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Se aposentou em 1990 e mora na Califórnia, realizando trabalho voluntário.

Roberta Williams

Roberta Williams junto com seu marido, fundaram a On-Line Systems, que mais tarde se tornaria a Sierra, um dos grandes nomes da indústria de jogos eletrônicos. Williams participou do desenvolvimento de jogos como King’s Quest, Phantasmagoria, Half-Life e Counter-Strike.

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Ela começou a se interessar pelos games quando conheceu a Adventure, jogo de aventura baseado em texto, um de seus preferidos até hoje. Com isso, ela viu o potencial da interface dos games e começou a desenvolver com seu marido, o  Mistery House.

A empresa cresceu, passou por reestruturações e organizações internas. Em 2000, foi comprada pela Vivendi, que se uniu à Activision para criar uma das maiores empresas de jogos. Em 2008, a Sierra deixou de existir, voltou em 2014 e permanece até hoje.

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Esse retorno garantiu a Roberta um prêmio honorário na cerimônia do The Game Awards de 2014, onde ela e seu marido foram considerados “ícones da indústria” e anunciaram o reboot de King’s Quest.

Radia Perlman

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Se Tim Berners-Lee é o pai da internet, Radia Perlman é considerada a mãe. Designer de software e engenheira de redes, Perlman foi  responsável pela criação do protocolo STP (Spanning Tree Protocol), melhorando a performance dos sistemas conectados ao evitar os loops de dados.

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O protocolo STP permite que os dados saibam qual o caminho mais rápido para chegar ao destino, e em caso de problemas, permite mensurar qual é o segundo melhor caminho, e assim por diante.

Também atuou no ensino de programação e arquiteturas de redes para crianças, e ajudou a criar o TORTIS, uma linguagem robótica com fins também educacionais. Criou diversos protocolos de segurança de rede e é dona de mais de 50 patentes sobre tecnologias de conexão.

Frances Allen

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A primeira mulher a ganhar o Turing Award, trabalhou por 45 anos na IBM, participando dos avanços da computação e na chegada das máquinas às casas das pessoas. Criadora das principais bases de sistemas de otimização de código e paralelização, para que softwares avançados rodem melhor nos computadores mais fracos.

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Seu conhecimento em programação a fez criar um dos primeiros sistemas de segurança da NSA, a agência de segurança nacional do governo americano. Seus trabalhos no setor de inteligência nunca foram conhecidos por questões de sigilo, mas garantiram a Allen uma grande influência  no estado da segurança da informação atual.

Fonte/adaptado de: https://canaltech.com.br/internet/as-dez-mulheres-mais-importantes-da-historia-da-tecnologia-59485/