mulheres inspiradoras

Mulheres Inspiradoras na Tecnologia

Em um ano marcado pela mudança na tradicional lista de Mulheres do Ano da revista Glamour americana somente para que fosse possível nomear um homem; pela persistência do prêmio Nobel em ignorar mulheres brilhantes; e por retrocessos na política a ponto de haver cada vez mais espaço para o conservadorismo e elitismo, a motivação para desenvolver a lista de Mulheres Inspiradoras só não continua a mesma pois é ainda maior.

Leia mais: Aprenda PHP de uma vez por todas – do básico ao avançado

Retiramos da Think Olga esta lista das mulheres que se destacaram em 2016 na área de tecnologia. Esta lista não premia ou classifica o trabalho das mulheres selecionadas, tampouco consegue nomear todas que merecem ser lembradas. Foram reunidas mais de 200 mulheres, grupos e coletivos cujas contribuições em 2016 merecem ser reconhecidas, valorizadas e incentivadas a continuar.

Mulheres Inspiradoras na Tecnologia

mulheres inspiradoras tecnologia

Aline Silveira, Carol Dani, Emily Blyza, Lhaís Rodrigues, Renata Albertim, Thaísa Queiroz – Essas mulheres inspiradoras são as criadoras da Mete a Colher, rede colaborativa que surgiu em Recife (PE) a partir da Startup Weekend Women, voltada a sororidade para as mulheres que estão em algum relacionamento abusivo. Pela fanpage atendem pedidos de ajuda e relatos de quem já passou por esta situação. Em breve a rede se torna um app gratuito, em iOS e Android, a nível nacional para conectar mulheres de forma rápida e segura, com geolocalização e com auxílios em quatro categorias: apoio emocional, ajuda jurídica, abrigo temporário e oportunidades de trabalho.

Leia mais: Mulheres programam melhor 😉

Búh D’Angelo – Depois de alguns anos sem conseguir emprego, esta mulher inspiradora concentrou a expertise em Tecnologia da Informação no InfoPreta. Com serviços de informática, reciclagem e descarte correto de equipamentos eletrônicos, consultoria, cursos de TI e inclusão digital para moradoras da periferia paulistana, ela e equipe fortalecem esta área que ainda conta com poucas mulheres, principalmente negras. Com o projeto Notes Solidários da Preta, o empreendimento social também recebe notebooks que são doados para mulheres de baixa renda matriculadas no ensino superior, colaborando com a formação universitária. Neste ano o InfoPreta lançou canal no YouTube com dicas desde como fazer para localizar o HD até orientação para quem quer começar a programar. Camilla Gomes – Com o coletivo MariaLab, promove oficinas de capacitação profissional em tecnologia e das ciências exatas para mulheres, para reunir as interessadas pela cultura hacker e incentivar participação feminina nessas áreas. Há oficinas de vários tipos, como a de jogos digitais e de WordPress+CSS+HTML. Neste ano, Camilla apresentou a palestra Procura-se um DvOps na Campus Party Brasil, exercitando ainda mais o Cyberativismo feminista. Maria, parte do nome do coletivo, é justamente para popularizar a divulgação do grupo e remete às cientistas com este nome, como a física Maria Goeppert Maye e a cientista Marie Curie.

Claudia Melo – PhD em Ciência da Computação pelo Instituto de Matemática e Estatística da USP, professora adjunta na UnB e Conselheira do Mulheres na Tecnologia, é uma das principais palestrantes da Conferência Webbr com o tema A Web das Inovações de Gênero, analisando como as inovações de gênero resultam em soluções mais inclusivas e criativas para todos. Atualmente investiga padrões da língua portuguesa que podem distorcer colocações de gênero em conteúdos na web, em pesquisa para desenvolver tecnologias que detectam textos sexistas nos sites do Brasil, para em seguida sugerir correções. E no próprio site vem publicando uma série de artigos sobre a relação entre as mulheres e o universo da Computação, nomeada como O ideal feminino e a computação, onde apresenta experiências profissionais, pessoais, visões das comunidades, perspectiva filosófica e pesquisa científica.

Leia mais: Quer trabalhar com java? Tudo que você precisa

Cristina Junqueira – A cofundadora do Nubank, cartão de crédito sem anuidade, sem um banco como intermediário e com todas as transações administradas por meio de um app no celular, ganhou o Prêmio Claudia 2016 na categoria Negócios com este feito. A Engenheira de Produção pela USP, criou o Nubank com o CEO David Veléz, um cartão livre de tarifas, de juros e que conta com mais de 5,5 milhões pedidos brasileiros.

Girls in Tech Brazil – A ONG promove palestras e engaja mulheres que trabalham com as novas tecnologias. Realizou, em São Paulo, a 1ª edição do Lady Pitch Night (LPN) da América Latina, competição de negócios em fase inicial focada em startups fundadas ou co-fundadas por mulheres. A vencedora foi a startup Brand Lovers, Market place de beleza, e o evento recebeu em torno de 80 inscritas de todo o país. A ONG conta com várias representantes na direção executiva e como membros do conselho consultivo: Beatriz Meirelles, Estelle Rinaudo, Juliana Sampaio, Loana Felix Santos, Mariana Fonseca, Monique Almeida, Nayara Moia, Renata Frade e Soraia Andrade.

Estas foram as mulher inspiradora destaque do ano, mas com certeza existem milhares de mulheres que também nos inspiram no dia-a-dia.