Mulheres na Liderança!

Desde aquele conhecido 08 de Março, as mulheres têm buscado cada dia mais a qualificação profissional e a inserção no mercado de trabalho. De lá pra cá muita coisa mudou, hoje vemos mulheres lotarem as salas de aulas das faculdades (Ok. No nosso caso ainda não é assim) e ocupando seu espaço em todas as profissões e cargos. Mas quando o assunto é chefia, vemos que há ainda um longo caminho a percorrer.

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Durante muito tempo ouviu-se que mulheres não eram boas em liderança e não tinham as habilidades necessárias para tal. Mas o “sexo frágil” quebrou este tabu, alcançou lugares de destaque e mostrou que elas também conseguem chegar ao topo com mérito e fazer toda a diferença. Exemplos de guerreiras desse tipo são históricos, como Anita Garibaldi, mulher de Garibaldi, relembrada com honras pela participação na luta republicana e, na Itália, por engajar-se na campanha de emancipação; Maria Quitéria, heroína da independência do Brasil, que se passou por homem para lutar pela causa e, mais tarde, foi condecorada por seu ato de bravura; Michelle Bachelet, primeira mulher eleita presidente no Chile, em janeiro de 2006; e Ellen Johnson-Sirleaf, primeira mulher chefe de estado eleita na África.

E mais recente temos vários exemplos de líderes de excelência como Marissa Mayer que liderou muito tempo na Google e agora é CEO do Yahoo!; Ursula Burns, CEO da Xérox e Virginia Rometty, CEO de tecnologia da IBM. E temos vários outros exemplos de mulheres ocupando o cargos máximos dos empregos no Brasil também, como Dilma Rousseff, que foi a primeira mulher ao ocupar a presidência brasileira; Adriana Machado, que é presidente da General Eletrics no Brasil e tantas outras.

No dia 01 de Agosto, a Exame publicou uma pesquisa feita pelo Research Institute que mostra que a presença feminina nas chefias administrativas pode fazer toda a diferença. De acordo com a pesquisa, companhias que mantiveram uma ou mais mulheres em seus conselhos cresceram, em média, 14% nos últimos seis anos. Já as empresas sem mulheres cresceram 10% no mesmo período. O estudo foi realizado com cerca de 2.400 companhias, de diferentes setores e regiões do mundo. Além do crescimento, o preço das ações das companhias e o retorno sobre capital também foram maiores nas empresas com conselhos compostos por mulheres e homens.

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Mulheres em evidência

Outro dado divulgado pelo estudo foi o crescimento do número de mulheres nos conselhos das companhias de diferentes partes do mundo. Em 2005, cerca de 40% das empresas mantinham mulheres em seus conselhos. No ano passado, esse número saltou para quase 60%.

Em algumas áreas, como a de saúde, por exemplo, a participação de mulheres chega a ser ainda maior, cerca de 70% das empresas desse segmento mantêm pessoas do sexo feminino no conselho.

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Em outros setores, no entanto, como de tecnologia e indústria, o número é mais restrito e menos de 50% das companhias desses segmentos têm conselhos mistos. No Brasil, de acordo com a pesquisa, em 2005, apenas 30% das empresas tinham mulheres como membros de conselho. No ano passado, mais de 42% delas mesclaram seus conselhos de administração.

Isto mostra que que estamos em uma época de reconhecimento ao poder feminino e capacidade de liderança e caminhando para um futuro onde corporações serão dirigidas predominantemente por mulheres. Isto é motivo de comemoração e incentivo para que continuemos trilhando este caminho de reconhecimento e sucesso que é nosso por mérito!

Fonte: http://www.mulheresnatecnologia.org/