Software livre é coisa de mulher sim

Qual a relação entre Mulheres e Software livre? A verdade é que a mulherada também é apaixonada pelo Software Livre.

Para a desenvolvedora de software Paloma, o papel da mulher no universo dos computadores e na técnica da informática ainda  é estigmatizado, refletindo os personagens sociais dos gêneros masculino e feminino dentro da comunidade. “A mulher não precisa deixar de ser feminina para saber usar com perfeição um código-fonte”, afirma.

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Há mulheres no mundo todo que lutaram e lutam por seu espaço na computação e pela verdade de que a capacidade e inteligência independem do sexo. Por exmeplo, durante a II Guerra Mundial, um grupo de mulheres pilotou o Eniac, primeiro computador digital eletrônico da história, que tinha 18 mil válvulas e pesava 27 toneladas.

Da mesma forma, em meados do século XIX, Ada Lovelace foi a primeira pessoa a construir algoritmos para as máquinas computar respostas de funções matemáticas. No entanto, somente em 1980, na Inglaterra, os experimentos de Ada foram oficialmente considerados como o primeiro esboço de um software na história. Ou seja, a primeira programadora de computadores foi uma mulher.

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Outros nomes importantes na área são Grace Hopper, inventora do primeiro compilador, e Marissa Ann Mayer, vice-presidente do departamento do Google para produtos de pesquisa e experiência do usuário.

Mulheres e Software Livre

mulheres software livre

No Brasil, a professora da Unicamp Cláudia Medeiros recebeu do Google o prêmio Women in Technology por incentivar a atuação das mulheres na computação. Também são grandes inspirações a Sulamita Garcia, fundadora da comunidade Linux Chix (ou “as garotas do Linux”) e Fernanda Weiden, do Google da Suiça, uma das organizadoras do fisl, Fórum Internacional de Software Livre.

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Outra grande brasileira é Fernanda Viégas, incluída na lista de mulheres mais influentes do mundo da tecnologia da revista FastCompany , na categoria “Brainiacs” (“crânios”). A área em que Fernanda se destaca é a visualização de dados – ela é uma das criadoras do Many Eyes e atualmente tem a sua própria empresa, a Flowing Media.

Não é só o mercado que deve ser ampliado, mas abrir a discussão para níveis superiores para desenhar novas que diretrizes. Desde que foi criado, o fisl tem exercido um importante papel. “Hoje o fórum aprendeu a abraçar outras tribos e não é só para geeks . O cara comum, a menina que gosta de Barbie, o pessoal apaixonado por música: todos estão aqui”, afirmou.

Fonte/adaptado de: Redação Terra