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ThoughtWorks em busca da presença feminina

É comum as empresas se preocuparem com a presença feminina no seu quadro funcional. As equipes mistas produzem mais e as mulheres tem algumas características únicas na criação de novos produtos. É por esse motivo que as empresas de TI querem garantir a presença das mulheres, que ainda é desproporcional em relação às demais áreas.

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A seguir, entrevista com Camila Tartari, recruiting lead da ThoughtWorks Brazil sobre o seu trabalho na organização.

1 – Quais as metas da ThoughtWorks em relação à contratação de mulheres?

De maneira global, a meta da empresa é chegar um dia a ter a metade dos times formada por mulheres. Vamos nos aproximando desse objetivo pouco a pouco. No Brasil, hoje temos 15% de participação feminina. Até o final do ano, queremos aumentar o número um pouco mais, para 20%. Assim, ficamos um pouco mais perto da média mundial, que é de 27%. A companhia tem 170 funcionários no Brasil.

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2 – Como vocês pretendem isso, se a grande maioria dos profissionais no mercado é homem?

Existe um estigma grande na área no sentido de que as mulheres não têm a mesma capacidade para lógica, matemática, etc. Nós fazemos um esforço para que talentos femininos considerem a carreira, patrocinando eventos na área, como o Rails Girls ou o Encontro Nacional de Mulheres em Tecnologia. É importante destacar que a empresa não diferencia o processo de seleção de acordo com gênero aceitando profissionais menos qualificadas ou se dispondo a pagar salário acima da média

3 – Qual é o ganho para a empresa?

O esforço em aumentar a participação feminina no mercado é parte das metas sociais da ThoughtWorks. Nós acreditamos que também ajuda a aumentar a produtividade da companhia como um todo. É difícil produzir uma métrica para identificar isso, mas parece claro que pessoas com origens e experiências diferentes terão mais maneiras de responder a um problema dentro de um projeto.

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